A violência na escola alcança índices alarmantes na nossa sociedade, ganha contornos epidêmicos e faz alunos, professores, gestores e a comunidade reféns. A violência preocupa demasiadamente especialistas e autoridades responsáveis.
Uma das principais causas apontadas pelos especialistas para justificar essa onda de violência que vêem transformando o ambiente escolar, antes seguro, em um ambiente perigoso, se deve a família, é neste núcleo que as crianças e jovens deveriam adquirem os modelos de conduta que exteriorizariam, mas que ao contrário, passou a ser uma ambiente onde vêem observando a violência doméstica, alcoolismo, promiscuidade, desagregação dos casais, ausência de valores, detenção prisional, permissividade, demissão do papel educativo dos pais. Normalmente, os indivíduos que vivem estas problemáticas familiares são sujeitos e alvos de violência.
As vezes a raiz do problema não se centra na educação familiar. O jovem apresenta problemas que deveriam ser direcionados para a saúde mental infantil e adolescente, para a protecção social ou até judicialmente. A questão central é que muitas escolas tentam resolver os problemas para os quais não estão preparadas e que não são da sua competência.
Outro fator apontado como culpado desta violência são os grupos e turmasque enquanto conjunto estruturado de indivíduos, têm fundamental importância nos processos de socialização e de aprendizagem nos jovens. Influenciam certos comportamentos que os adolescentes demonstram, sendo o resultado de processos de imitação de outros membros do grupo. Em certas manifestações públicas de violência, os jovens procuram obter segurança, respeito e prestígio pelo restante da comunidade escolar. Numa sociedade onde os grupos familiares estão cada vez mais desagregados, este vazio é preenchido por estes grupos formados a partir de interesses e motivações diversas.
É por último a escola, no que passado, e ainda hoje se registra, que estigmatiza alguns alunos por motivos diversos esquecido-os no fundo das salas de aula. Ao fazê-lo, criam focos de revolta por parte destes que legitimamente se sentem marginalizados. A escola de hoje, que se auto-intitula de inclusiva, não o é de fato.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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